29.12.15

Momento TOC Livros (9)

Esse ano não consegui passar dos 17 livros. Fiquei abaixo da média dos últimos anos (20 livros) mas vou manter a meta de 25 livros para o ano que vem. Um dia eu consigo. Então vamos a lista de 2015.

- To Rise Again At a Decent Hour - Joshua Ferris - Esse livro foi indicado a alguns prêmios (Man Booker era um deles) e estava em várias listas de indicações de leitura. É sobre um dentista, Paul, que tem sua vida hackeada. Alguém cria um website, twitter e facebook falsos, e essa pessoa sabe muito da vida do Paul. Acontece que começam aparecer alguns posts anti-semitas em nome do Paul (que é ateu), ele fica preocupado e decide investigar e tentar achar o hacker. O Paul é um chato. Pronto falei. O hacker tem uma história interessante.

- Quem Vai Ficar Com Morrissey - Leandro Leal - Eu gosto do vocalista do The Smiths e comprei esse livro pelo título. O livro é sobre o Fernando, um jornalista arrogante, condescendente, depressivo (mas não de fato) e infantil. Ele acha que as mulheres com as quais ele se relaciona tem que gostar das mesmas coisas que ele e se não gosta ele tenta doutriná-las. Ele é dessas pessoas que quando coisas acontecem ele escuta uma música para ocasião (nem que seja mentalmente), e é aí que entram as músicas do The Smiths (e outras). Um dia ele se apaixona, leva um fora, a história não fica melhor e o Fernando cada vez mais insuportável.

- How To Build a Girl - Caitlin Moran - É um livro sobre adolescência, mas bem realista e já começa chocando. Johanna é uma inglesa de 14 anos (o livro vai até os 18 anos dela) que é gordinha, mora numa cidade pequena, sua família (grande) é pobre (e depende de auxílios do governo). Ela gosta de escrever e até ganha um concurso de poesias mas depois de um episódio humilhante na tv ela cria uma persona, Dolly White, que gosta de música e é meio gótica. Johanna compra revistas e discos e começa escrever sobre música e bandas. Ela consegue um emprego numa revista maior e sua vida fica interessante.

- A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert - Joel Dicker- Um livro sobre um escritor escrevendo um livro sobre outro escritor. Um tapa de metalinguagem. Marcus é um escritor medíocre que vai atras de seu professor da faculdade, Harry (que é escritor de sucesso) para ajudá-lo. Acontece que o Harry estava sendo preso porque acharam um corpo no jardim dele. O Marcus decide investigar e escrever um livro sobre a história. Achei divertido. (a capa da edição nacional é bonita)

- The Anatomy of Dreams - Chloe Benjamin- Esse é sobre dois pesquisadores de sono e sonhos. Sylvia e Gabe se conhecem no high school, mas o Gabe some e só reaparece no penultimo ano da faculdade dela. Ele a convence a largar tudo e seguir um  professor que está fazendo uma pesquisa em pessoas que tem problema com sono. Tem uns twists interessantes, mas as vezes é confuso.

- Funny Girl - Nick Hornby - tem post.

- Sweetness #9 - Erik Clark - daqueles livros de ficção que estão muito perto da realidade. Tem post.

- Beautiful You - Chuck Palahniuk- versão do Chuck para 50 tons de cinza e ficou bom. Tem post.

- In The Unlikely Event - Judy Blume - Já disse que a Judy Blume é uma das minhas autoras favoritas (especialmente na fase pré-adolescente), as vezes ela escreve livros para adultos como o Summer Sisters que li ano passado. Esse é sobre a queda de não um, mas três aviões numa pequena cidade de New Jersey (entre 1951 e 1952) e como esses acidentes afetaram as vidas das pessoas (e cidade). Os persongens são fictícios, mas as quedas dos aviões foram reais. (Claro que a personagem central é uma adolescente, afinal é o que a Judy escreve de melhor)

- David Bowie e os Anos 70 - O Homem que Vendeu o Mundo - Peter Doggett - um livro sobre a fase mais produtiva do David Bowie. A história do rock star (e gênio) é contada em poucos capítulos e a maior parte do livro é uma espécie de análise das músicas dessa época uma por uma. Par ler escutando Bowie.

- Mirtes Ainda Vive - Daniela Abade - Sigo a Daniela Abade no twitter e fiquei curiosa para saber porque a Mirtes ainda vive. É um livro sobre uma road trip de duas senhoras idosas (afinal a Mirtes tem 89 anos) e o neto com síndrome de down. A Mirtes, assim como o João de Santo Cristo, só queria ir a Brasília falar com o presidente. A aventura das tias é boa, a narrativa é variada (tem umas cartas da filha no meio) mas achei o fim meio abrupto (queria saber um pouquinho mais).

- The Girl On The Train - Paula Hawkins - A Rachel foi traída pelo marido, é uma alcoolatra, está morando de favor com uma amiga, está desempregada e todo dia pega um trem (para dizer que está indo trabalhar) que passa pela casa onde ela morou com o marido (e ele agora mora com a nova esposa e filho). Ela tem uma fantasia com o casal da casa vizinha (acha que são perfeitos) que ela observa pelo trem até que um dia ela vê a esposa com outro homem. E aí segue uma história de mistério e muitas quedas por bebedeira. Divertido.

- Cordilheira - Daniel Galera - Gostei de Barba Ensopada de Sangue e decidi ler esse livro que o Daniel Galera escreveu antes. É sobre Anita, orfã (mãe morreu no parto, pai num acidente de carro anos depois), escritora (escritores adoram escrever sobre escritores né?), que ser mãe. Acontece que seu namorado não está a fim e terminam. Ela tem um grupo de amigas (estilo Sex and The City) mas 2 delas tentam suicídio e a Anita vai para Argentina divulgar seu livro e conhece um homem. É bem escrito mas achei o fim um pouco corrido (assim como o Barba).

- All The Light We Cannot See - Anthony Doerr - Esse livro venceu o Pulitzer de 2015. É sobre uma garota francesa e um rapaz alemão um pouco antes e durante a segunda guerra. É um livro sobre destino e caminhos que se cruzam. A história é boa, os personagens interessantes, foi uma leitura agradável mas eu só queria que terminasse logo.

- O Filho de Mil Homens - Valter Hugo Mãe - esse livro estava aqui em casa e peguei para ler. Conta a história de algumas pessoas que moram numa vila e como estão interligadas. É bom, curto, mas a prosa as vezes é puro sonífero.

- NW - Zadie Smith - Esse livro estava na minha wishlist da Amazon há uns 3 anos e finalmente peguei para ler. A história é sobre 4 pessoas que moram no noroeste de Londres (bairros onde a maioria é de imigrantes caribenhos, africanos e alguns irlandeses, que vivem em conjuntos habitacionais). Lea e Natalie são amigas desde sempre, uma virou meio hippie e a outra advogada de sucesso (mas voltou para morar na fronteira do bairro). Felix aparece no meio do livro para uma contribuição trágica e tem o drogado Nathan. O livro tem vários tipos de narrativas (tem um capítulo que os paragrafos seguem uma numeração.). Ler esse livro foi como pegar o mesmo ônibus todo dia, escutar uma conversa alheia das mesmas pessoas e ter que juntar os pedaços para fazer sentido e a conclusão ser sem graça. Não curti, devia ter acreditado nos comentários da Amazon e do Goodreads.

- Tony and Susan - Austin Wright - um livro de 1993 que voltou a tona porque o próximo filme do Tom Ford (com Jake Gyllenhaal) vai ser baseado nele. É a história de Susan que recebe o livro Nocturnal Animals que seu ex-marido escreveu para ler e criticar. Tony é um personagem do livro do ex-marido que no meio de uma viagem com a esposa e a filha ele é abordado por elementos criminosos. O leitor vai lendo o livro junto com a Susan e ainda fica sabendo dos babados da vida dela. Achei bom, o Nocturnal Animals prende a atenção.


Os momentos TOC Livros anteriores:  (1)(2), (3)(4), (5)(6), (7) e (8)

27.12.15

+Filmes

The Revenant

Leo DiCaprio faz uma espécie de consultor de caça ou de como andar nas terras frias e fugir dos índios para um oficial e seu grupo. Um dia eles são atacados por um grupo de índios e tem que fugir. No meio da fuga o Leo é atacado por um urso.

Gente, queria dizer que o tubarão de Jaws é um fofo perto desse urso.

Leo fica mal, os colegas o carregam mas chega num ponto que fica difícil e eles tem que decidir deixar o Leo lá para morrer. O capitão diz para 3 homens ficarem (um deles é filho do Leo) cuidando dele e no fim dar um enterro decente.

O Tom Hardy acha tudo uma perda de tempo e recursos, decide acelerar o destino do Leo e o deixa lá numa cova.

Acontece que o que o Tom Hardy não sabe é que o Leo só morreu no naufrágio do Titanic porque a Rose não quis dividir a tábua com ele.

Com Leo DiCaprio não se brinca.

A fotografia desse filme é es-pe-ta-cu-lar. É um filme com mais de duas horas e pouquíssimos diálogos que passa rápido. A direção é ágil. Leo DiCaprio está ótimo e merece levar o Oscar se for indicado.

A Tia Helo não ia aguentar. Muito sangue na neve. 528 "Ai, Jesus!" para Leo e seu amigo urso.


Sicario

Um filme sobre a guerra contra as drogas na fronteira dos EUA com México. Ou quase isso.

Depois de descobrir uma casa com paredes revestidas de cadáveres (esse pessoal do cartel é criativo na construção civil) uma agente do FBI, Kate, é escolhida para acompanhar uma missão não muito oficial de perseguição a um dos lideres do cartel.

Ela vai com o Benicio Del Toro e o Josh Brolin atrás da galera que opera na fronteira (as vezes mais do lado do México) e aprende que o buraco do túnel é mais embaixo.

Toda vez que vejo algum filme ou série (como Narcos) sobre drogas fico impressionada com as quantidades traficadas e como os chefões ficam ricos. Tento imaginar a quantidade de narizes que cheira cocaína pelo mundo e me recuso a acreditar numa quantidade tão grande. No filme o personagem do Josh Brolin diz que é 20% da população (acho que dos EUA). É muita gente. Essa guerra não vai acabar nunca.

A Tia Helo ia ficar passada. 725 "Ai, Jesus!" com o tanto de pacotes que cabem na mala do carro.

Room

Uma adolescente foi raptada e colocada num quartinho no quintal de uma casa. Lá ela teve um filho do seu captor e quando o menino faz 5 anos ela decide que basta.

Um filme sobre ficar enclausurado num espaço pequeno. A mercê de um agressor estuprador. A vida num quarto.

É um tema pesado contado a partir da visão da criança que deixa o filme com uma certa leveza.

Achei esse filme muito bom. A Tia Helô que já tem um certo medo "deles" não ia curtir o clima meio claustrofóbico, 250 "Ai, Jesus!" para o Jack dormindo no armário.


Brooklyn

Depois de três filme pesados, um leve.

A Eillis é uma irlandesa que, com a falta de emprego na Irlanda, vai para os EUA trabalhar. Chegando no Brooklyn ela mora numa pensão para moças e trabalha numa loja de departamentos. Ela tem muita saudades de casa. Bem, até o dia que ela conhece um italiano sangue bom.
Um dia ela tem que voltar para a Irlanda e aí fica dividida.

Gostei desse filme, é leve e é fofo.

A Tia Helô iria adorar esse filme, tem boa moça católica irlandesa. Só 4 "Ai, Jesus!" para o pessoal do Brooklyn (na década de 1950, porque para os hipsters de hoje seria muito mais).

25.12.15

+Filmes

Três filmes recentes com cenas de natal.

Carol

Um filme sobre duas mulheres que se apaixonam. Carol é mais velha, experiente, casada e com uma filha. Therese ainda está descobrindo as coisas mas é só a Carol propor qualquer coisa que ela aceita.
Acontece que as duas estão nos anos 1950 e o relacionamento homossexual era visto como "pessoas daquele jeito". Então a Carol tem que enfrentar um marido que não quer o divórcio.

Nada acontece nesse filme, não tem grandes conflitos, nem dúvidas. É lento, a Carol da Cate Blanchett é um pouco afetada, a Rooney Mara como Therese é mais interessante (mas ainda assim é chatinha) e só gostei da reconstituição de época.

(Os críticos estão considerando esse um dos melhores filmes do ano. Não entra no meu top 5. Mad Max: Fury Road ainda é o melhor filme que vi esse ano.)

A Tia Helô ia dormir nos primeiros minutos desse filme, mas se ficasse acordada diria uns 200 "Ai, Jesus!"


Joy

A Joy tem uma vida difícil. Os pais se separaram, a mãe só quer ficar na cama vendo novelas, seu ex-marido ainda mora no porão da casa, seu pai volta para morar em casa e ela tem 2 filhos. A Joy gosta de inventar coisas e um dia ela tem uma ótima idéia.

Joy inventa um esfregão cheio de truque que facilita a vida da dona de casa, mas sua família mais atrapalha do que ajuda até o dia que ela decide tomar as rédeas da vida. You go girl!

Achei esse filme bom (a Joy é bem mais interessante que a Carol) e tem o Bradley Cooper.

A Tia Helo ia gosta da Joy. 53"Ai, Jesus!" para as falcatruas do pai dela.


Spotlight

Um filme sobre os jornalistas do Boston Globe que desvendaram o escandalo dos padres pedófilos e como a arquidiocese local acobertava tudo colocando a Igreja Católica como um todo numa sinuca.

Eu gosto de filmes sobre jornalistas, esse é muito bom e me lembrou outro ótimo: Todos os Homens do Presidente com o Robert Redford e Dustin Hoffman.

E tem o Mark Ruffalo. I rest my case.

A Tia Helo ia não ia gostar desse filme. 275 "Ai, Jesus!" cada vez que a lista dos padres safados aumentava.


18.12.15

Star Wars: O Despertar da Força

Quando fui morar nos EUA, ainda criança, tinham lançado o primeiro filme, Star Wars**, no ano anterior. Eu só vi depois na tv e comprei os bonecos da Princesa Leia e Luke Skywalker.

** A New Hope foi o título dado depois.

O Império Contra-ataca, que para mim (e 99,9% dos geeks e nerds), é o melhor filme da série disparado e um dos melhores plot twists ever, vi no cinema. Adoro.

O Retorno do Jedi também vi no cinema e gostei, tem cenas de ação ótimas mas aqueles ewoks...não George Lucas, apenas não.

Aí muitos anos depois vieram os filmes que seriam prequels de Star Wars. Comprei ingresso antecipado para ver o primeiro, A Ameaça Fantasma, e confesso que foi uma decepção. Em uma palavra: Jar Jar Binks. WTF George Lucas?? Os dois seguintes, O Ataque dos Clones e A Vingança dos Sith, são um pouco melhores (tem yoda lutando, tem a formação do exercito dos Stormtroopers, tem senador mauzão, Anakin pirando na batatinha, Obi Wan sendo Obi Wan, Darth Vader surgindo, etc) mas os diálogos são tão ruins, mas tão ruins, que deixam algumas cenas sérias muito engraçadas (ou vergonha alheia).

Para piorar o George Lucas fez algumas mudanças desnecessárias nos filmes originais. E a Disney (argh) agora é dona de tudo.

Confesso que fiquei um pouco apreensiva com essa nova leva que vem aí mas o J J Abrams é mega fã da série, fez um reboot ótimo da série do Star Trek e achei que ele ia fazer um bom trabalho. Sem contar que boa parte do elenco original ia estar de volta. E George Lucas se afastou.

(Para quem quiser saber minha ordem dos filmes de melhor para pior: Império Contra-Ataca, Guerra nas Estrelas- o primeiro, Retorno do Jedi, A Vingança dos Sith, Ataque dos Clones e Ameaça Fantasma)

Comprei o ingresso antecipado para O Despertar da Força e fui com os amigos geeks do dia da estréia (ontem).

Detalhe: fui ver esse filme sem saber de nada. Não tinha visto nenhum trailer (e foi difícil evitar spoilers).

O filme é ótimo!! A história do filme é: o Luke Skywalker está meio que perdido/escondido e o pessoal da resistência está atrás dele. Quem está aterrorizando a galaxia far far away é a First Order, que é um Império reloaded e eles também querem saber onde está o Luke. E aí muitos tiros, naves voando, sabres de luz, robôs, festa estranha com gente esquisita, lado negro da força, jedis, etc.

Tem tudo: todas as referências aos filmes anteriores estão lá, o android novo BB8 é uma delícia (mas ainda tchiamo R2D2), Rey é maravilhosa, Finn tem coração, e o Adam Driver está de parabéns por seu Kylo Ren. Han Solo, Chewie e Leia are back! E só peço para que o Poe (Oscar Isaac) tenha mais espaço no próximo filme.

Para quem é fã da série foi um certo alívio ver que, além de dar tudo certo, ficou lindo. Um beijo para o J J Abrams, may the Force be with you.

A Tia Helo provavelmente ia revirar os olhos para aquelas armas a laser mas talvez ela tivesse um pouco de pena dos Stormtroopers. 352 "Ai, Jesus!" para a força despertada.

Agora vamos torrar o din din em merchandising.


13.12.15

+Séries

The Leftovers - a primeira temporada foi boa e até bem fiel ao livro, a segunda veio como uma surpresa já que o livro foi todo coberto na primeira. E que segunda temporada excelente. O policial Kevin e sua família foram para Jarden a única cidade que não perdeu ninguém no dia do departure. Acontece que essa cidadezinha é cheia de regras para entrar e sair e muita gente esquisita. As pessoas de Jarden podem não ter sumido mas muita coisa estranha acontece por lá. Justin Theroux foi impecável nessa temporada (e que shirtless digno!).

Fargo - que segunda temporada impecável! Das atuações a trilha sonora. Dessa vez a história se passa em 1979 quando ocorreu o massacre de Sioux Falls. Os personagens são ótimos, dos principais aos coadjuvantes (e alguns estavam na primeira temporada). Muitas referências ao filme Fargo e a outros filmes dos irmãos Coen, e até Albert Camus. Merece todos os prêmios que foi indicada.

Jessica Jones - série da Netflix sobre a heroina da Marvel. A Jessica Jones é uma detetive particular que tem alguns poderes (extremamente forte e consegue dar uns saltos incríveis) devido um acidente que matou seus pais. No passado ela foi dominada por um vilão, o Kilgrave, que tem o poder telepático de mandar as pessoas fazerem o que ele quer, e isso é assustador. O Kilgrave voltou a tona e Jessica conta com ajuda de sua amiga/irmã e de sua advogada para dar um basta no vilão. É uma série girl power e muito boa.

Master of None - o Aziz Ansari de Parks & Rec é o dono dessa série que lembra um pouco Seinfeld mas sem tanto cinismo. É engraçada. (Também da Netflix)

The Knick - essa segunda temporada foi muito boa. Ver o que acontece num hospital (e na Nova York de 1905) quando ainda não tinha nem antibióticos é no mínimo curioso. Essa segunda temporada vimos o Dr. Thackery sair do vício da cocaína (e heroína por tabela) e voltar a fazer cirurgias. Ainda tem todo o embroglio da construção do novo hospital e um surto de peste (não lembro qual) que vem junto com os imigrantes. Se passa no início do século 20 mas é moderna e atual. A trilha sonora eletrônica continua fantástica!


10.12.15

Crossfit

Gosto de fazer exercícios e praticar esportes, mas detesto musculação. Piora ainda mais quando a maioria das academias perto de casa tem ar condicionado, e malhar no ar condicionado para mim é péssimo.

Desde que fiz um mês de musculação em 2014 não fiz mais exercícios de força (ou com carga), só estava correndo, pedalando e um pilates ocasional. O fato é que preciso fazer exercícios de força até para melhorar o desempenho na corrida, e depois de uma certa idade é bom fortalecer os músculos.

Então, não aguentava mais musculação e fui ver qual era a do Crossfit. Já fiz funcional, mas queria uma coisa diferente.

A única coisa que eu sabia do Crossfit é que seus praticantes são uns fanáticos que ficam postando fotos no instagram com frases motivacionais. Depois de uma rápida pesquisa descobri que era uma sequencia de exercícios com base no treino do levantamento de peso - aquele olímpico. Fui ver qual era.

O lugar é um galpão bem arejado, zero ar condicionado, ótimo. A sequencia dos exercícios é a mesma para todos, mas cada um faz na sua capacidade. Inclusive substituem algum exercício que não possa fazer (eu não faço avanços). O segredo é exatamente esse: saber qual o seu limite e não cair na ladainha de "superar os limites". Óbvio que você vai melhorando a resistência e força ao longo do tempo mas tem o momento certo de aumentar a carga ou as repetições.

Tem os que encaram o Crossfit como competição? Sim. Existe competição oficial (meio sem graça de assistir, na minha opinião), mas estou falando daqueles que querem ser os bam bam bans da academia. Tem quem fica postando fotos no Instagram? Sim. Tem os caras que tiram a camisa? Sim (mas poucos shirtless dignos até agora). Tem mulher que levanta peso mais do que os homens? Sim! (girl power)

Achei uma forma divertida de fazer os exercícios de força, em uma hora consigo fazer mais do que se estivesse na musculação. Mas vou contar para vocês que nunca fiz tantos agachamentos na vida.

8.12.15

+ Filmes

A Visita

O M. Night Shayamalan está em baixa depois das últimas duas porcarias que ele colocou no cinema (The Happening - WTF? e The Airbender - nem vi), mas como ele é o diretor de Unbreakable, Sexto Sentido e Sinais resolvi dar mas essa chance para ele.

E valeu a pena.

É sobre dois irmãos (uma menina de 15 anos e um garoto de 12/13) que vão ficar com os avós maternos por uma semana. Acontece que eles nunca viram nem falaram com esses avós porque a mãe saiu de casa muito nova (fugiu com um cara mais velho). Rolou algo brabo entre a mãe e seus pais que fez com que ela nunca mais falasse com eles.

Mais do que isso não conto.

Ah, sim, e filmado com camera na mão. As vezes parece um filme feito no snapchat, mas ficou interessante. O garoto do filme é ótimo. Ok, parei.

A Tia Helo diria 514 "Ai, Jesus!" antes de desmaiar de susto.


No Coração do Mar

Um filme sobre como Herman Melville teve a idéia para escrever Moby Dick. Herman, um jovem escritor de sucesso, vai papear com o último sobrevivente do Essex, um barco baleeiro.

O Essex saiu de Nantucket com a tripulação disposta a voltar com 2000 barris de óleo de baleia (o combustível da época). E comandando o barco estava o capitão George Pollard e o Owen Chase (baleeiro experiente que achava que ia ser capitão mas deram o posto para o filho do dono do navio, classic.) - rivalidade detected.

O barco segue em busca das baleias mas a coisa não está fácil, até que ficam sabendo de um monte de baleias no Pacífico. Eles são avisados do monstro marinho mas acham que é história de pescador e vão até lá tentar garantir os barris de óleo.

Bem, a gente aprendeu com Jaws que com criaturas marinhas não se brinca, ainda mais quando elas tem mais de 30 metros.

Gostei do filme, achei bem feito e o Chris Hemsworth (Thor e leitinho australiano de primeira!) sempre vale o ingresso. Acharam um ator tão alto quanto ele para fazer o Capitão Pollard (e bonitão também).

A baleia arrasa.

A Tia Helô ia ficar tensa vendo aqueles homens todos tentando pegar baleias. 267 "Ai, Jesus!" Para Capitão Pollard e seus marujos.

30.11.15

Analisando a música: You've Got Time (Regina Spektor)

A Renata pediu para analisar essa música e sempre tento atender os leitores. :)

Regina Spektor é uma cantora e compositora russa (filha de uma professora de música e um violinista amador) que foi morar com a família nos EUA com 9 anos de idade. Regina estudou piano clássico mas depois se interessou por outros ritmos (inclusive punk). E as músicas dela (as que conheço) tem um pouco de tudo: folk, jazz, clássica e rock. A wikipedia diz que ela é anti-folk (oi?), indie folk, indie pop, jazz e barroco (!), ou seja, vale tudo.

A primeira música que escutei foi Us na ótima trilha sonora de (500) Dias com Ela. Não conheço bem a discografia dela, mas tem algumas músicas que gosto.

Regina Spektor já abriu show de bandas como: The Strokes, Kings of Leon e Keane.

You've Got Time (que eu coloco na categoria rock) foi composta para a série Orange is The New Black, da Netflix. A série é sobre a Piper, que vai presa depois de ser condenada a 15 meses por ter se envolvido no transporte de uma mala de doletas proveniente do trafico de drogas. A vida como ela é numa prisão feminina. A primeira temporada é muito boa, gostei. Desisti na metade da segunda temporada, já teve terceira e vai ter quarta.

Então vamos saber o que diz You've Got Time.

The animals, the animals
Trapped, trapped, trapped 'til the cage is full
The cage is full
Stay awake
In the dark, count mistakes
The light was off but now it's on
Searching the ground for a bitter song
The sun is out, the day is new
And everyone is waiting, waiting on you
And you've got time

A Regina Spektor foi convidada pela criadora da série para compor a música de abertura. A Regina teve acesso a alguns episódios não editados e disse que compôs a música imaginando como seria estar presa e o estado de espírito das pessoas lá dentro.
Então os animais estão presos na jaula, e a jaula está lotada (isso porque a Regina Spektor nunca viu uma prisão brasileira). E quem dorme tranquilo na prisão? Como não dá para contar carneirinhos é melhor rever os erros. Sem contar que a prisão tem toda uma dinâmica social própria.
A vida na prisão é rotineira, limitada, sempre a mesma coisa, tempo não falta. E tem as pessoas do lado de fora que estão esperando (no caso da Piper é o noivo).
Mas vamos combinar que as pessoas do lado de fora não ficam sentadas esperando, a vida segue.

Think of all the roads
Think of all their crossings
Taking steps is easy
Standing still is hard
Remember all their faces
Remember all their voices
Everything is different
The second time around

Essa parte da música é mais calma, sem a batida forte do início. O tempo na prisão serve para refletir então dá para pensar em muitas coisas principalmente nos erros, nos caminhos e cruzamentos que levaram a essa situação. Ficar parada é difícil (e enclausurada).
Quando ela fala em lembrar dos rostos e vozes acho que é tanto das pessoas que estão fora esperando quanto das que estão lá dentro. Na série não é só a história da Piper que é contada, tem várias coadjuvantes ótimas.
E saber que tudo é diferente na segunda vez (tanto quando sai ou quando volta para prisão - porque isso é comum.)
Nunca fui presa (toc toc toc bate na madeira) mas visitei Alcatraz e lá davam uns fones de ouvido com os presos relatando suas experiências. Só queria sair correndo (no caso, nadando) de lá, imagina quem ficou preso.

The animals, the animals
Trapped, trapped, trapped 'til the cage is full
The cage is full
Stay awake
In the dark, count mistakes
The light was off but now it's on
Searching the ground for a bitter song
The sun is out, the day is new
And everyone is waiting, waiting on you
And you've got time

Volta a ótima batida. A música é uma referência direta a vida na prisão mas numa interpretação mais ampla pode ser sobre a frustração de estar presa/parada numa fase da vida que não anda.


Não tem video oficial porque foi para abertura da série, mas na abertura não toca a música inteira, então aqui vai um video-audio.




A ótima abertura da série é essa.


29.11.15

+Filmes

Mr. Holmes

Um filme sobre a velhice do Sherlock Holmes. O Ian McKellen faz o Sherlock idoso e ele viveu muito anos. O que atormenta o Sherlock no fim da vida é que ele já não se lembra muito bem das coisas.
O filme vai e vem no tempo entre o Sherlock resolvendo seu último caso (já sem o Watson que casou e mudou da casa), a viagem dele ao Japão e os dias na sua casa de praia cuidando das abelhas. Na casa de praia ele tem uma empregada que faz as coisas mas não gosta muito dele (porque Sherlock ainda é Sherlock e a tendência é piorar com a velhice). A empregada tem um filho que fica no pé do Sherlock e os dois acabam ficando amigos.
Achei esse filme um pouco mais deprimente do que esperava mas é bom.
A Tia Helô diria 23 "Ai, Jesus!" Para sherlock e suas abelhas.


Everest

Esse filme conta a história real de pessoas que subiram o Everest em 1996 e algumas delas ficaram por lá mesmo. Congeladas.
No início do filme um jornalista pergunta aos escaladores por que querem subir ao topo do Everest e nenhum deles consegue dar uma resposta convincente (nem o carteiro que sobe pelas criancinhas).
O filme mostra a preparação pré subida (pelo menos 40 dias aclimatizando com a montanha e aquela altitude absurda) e não é fácil. Passam mal mas não desistem.
O ser humano é muito louco, mais loucos ainda são esses que passam por toda desgaste físico (e psicológico) só para tocar no cume da montanha e voltar (nem apreciam a vista direito).
Depois li uma entrevista com o jornalista Jon Krakauer (o filme foi baseado no seu livro No Ar Rarefeito) que disse que foi mal retratado no filme e que era tudo besteira: "Subir o Everest não é escalada de verdade, é escalada para pessoas ricas. É um troféu na parede e depois nunca mais fazem nada."
É daqueles filmes que você já sabe o que vai acontecer e os efeitos são muito bons.
A Tia Helô diria uns 732 "Ai, Jesus!" para esses loucos.


23.11.15

Pearl Jam



O primeiro show do Pearl Jam que vi foi há 10 anos (em 2005) quando eles vieram ao Brasil pela primeira vez. Perdi o de 2011 e 2013 mas não deixei o dessa vez passar.

Escrevi bastante sobre a banda (e sobre minha fase grunge) no analisando a música que fiz de In Hiding. Sou fã da banda desde 1991 e fã-quase-a-nível-de-gritinhos do Eddie Vedder.

O show de 2005 foi excelente, era a primeira vez que a banda vinha aqui e a platéia estava toda em sintonia. O palco era básico, só a banda e um telão, tocaram mais músicas dos albuns mais conhecidos e o Eddie Vedder é carismático pacas e foi muito simpático.

Dessa vez foi um pouco diferente. Não fui na pista (os ingressos acabaram) mas até que gostei da arquibancada. O palco ainda é básico (que acho ótimo) mas o jogo de luz foi um super upgrade e as imagens no telão fantásticas (uma boa parte em preto e branco). Músicas mais recentes mas os grandes hits estavam lá: Black, Even Flow, Alive, Jeremy, Better Man, etc. Um dos covers da vez foi a ótima Comfortably Numb do Pink Floyd que na voz delícia do Eddie Vedder fica sensacional (também teve Rockin in The Free World do Neil Young). Ele também cantou Imagine no momento homenagem a Paris, confesso que já saturei dessa música mas na voz dele....até curti.

Quando tocaram Given To Fly o video no telão era do Rio de Janeiro filmado por um drone (eu acho) e terminava nas pessoas entrando para o show no Maracanã. Ficou lindo.

Gosto de toda a banda, adoro o Matt Cameron que é o baterista (e nem fez solo dessa vez), mas não tem como não falar do Eddie Vedder como frontman. Além da voz maravilhosa (a-do-ro), ele estava muito a vontade, falou um bocado em português (lendo do papel), estava de bermuda e camisa xadrez como nos tempos do Ten e, inclusive, pulava e corria pelo palco como se fosse 1991. Ele chamou um camarada que estava na platéia com um cartaz "é meu aniversário deixa eu cantar uma música com você" para o palco, ofereceu uma cerveja e deixou o cara cantar a primeira estrofe de uma música - Porch - (que o cara, por sinal, cantou muito bem).

A melhor parte foi quando no fim de Alive jogaram uma sunga vermelha da platéia, ele pegou e perguntou: "For me?". Primeiro colocou na cabeça e depois vestiu por cima da bermuda e deu uma reboladinha. Tomou uma cachaça depois de correr pelo palco com a bandeira nacional e até quebrou uma guitarra Pete Townshend style. E ele não queria sair do palco, acho que só foram embora porque passou da hora mesmo.

Eu gostei de tudo, nem me incomodei com Last Kiss (a banda tem covers muito melhores que esse) e nem com algumas pessoas mal educadas na platéia (um beijo para a tia chata do meu lado que tomou um merecido banho de cerveja).

Volta logo Pearl Jam que eu vou outra vez.

17.11.15

Maracanã





A primeira vez que fui no Maracanã eu tinha 12 anos. Fui com um amigo do prédio, o pai dele (que nos levou) e uma americana que estava hospedada na minha casa. Fomos ver um Fla x Flu e foi emocionante. Foi quando me tornei flamenguista.


Naquela época o estádio ainda era praticamente o mesmo desde 1950, quando foi construído para Copa daquele ano. Tinha cadeiras que ficavam embaixo da arquibancada, ainda tinha geral (um fosso entre as cadeiras e o campo onde os ingressos eram mais baratos e as pessoas viam praticamente os pés dos jogadores) e os banheiros eram podres.



De lá para cá fui várias vezes ao estádio tanto para ver jogos quanto para shows (Rock in Rio 2, Sting, Rolling Stones, The Police).

O Maracanã passou por várias reformas e a última foi para Copa de 2014. Eu ainda não tinha ido no estádio depois dessa última reforma então hoje fui até lá buscar uns ingressos (para mais um show - Pearl Jam), aproveitei e fiz o tour guiado.



O tour começa pela área de imprensa que tem uma ótima visão do campo. Depois vai até a tribuna de honra (com cadeiras confortáveis), entra num camarote, desce até a parte das cadeiras do Maracanã mais (cadeiras com direito comida e bebida), vai para o vestiário e o campo, e termina na sala de entrevistas.



O Maracanã hoje é um estádio ecológico, tem painéis solares e faz captação da água da chuva que usa nos banheiros e no campo.



A guia conta várias curiosidades (onde a Alemanha fez o gol da vitória na Copa de 2015, histórias de alguns jogos e jogadores, etc), a mais curiosa foi que o maior público que o Maracanã teve foi de 250 mil pessoas num show do Kiss. Isso mesmo. Kiss. Rock n' roll all night and party every day.



O estádio está aberto a visitação todos os dias e pode ser visitado com tour guiado ou sem guia. A única diferença entre os dois além do preço e do guia, óbvio, é que o tour guiado visita um dos camarotes (o que não achei nada especial). Para chegar lá o melhor jeito é pelo metrô, na saída da estação Maracanã tem uma rampa e a bilheteria e entrada para o tour fica no fim dela. Mais informações no site do Maracanã.

O tour no estádio vazio é bacana, mas bom mesmo é o Maracanã cheio em dia de jogo.

5.11.15

007 contra SPECTRE




Quando o Daniel Craig começou a fazer o James Bond em Cassino Royale (2006, ótimo) foi como um recomeço da série, afinal o filme começa com ele ganhando o 00 e sua licença para matar.

Aí veio Quantum of Solace que é bom, confesso que não me empolguei muito, mas ver o James Bond em ação sempre vale a pena.

Skyfall de 2012 é provavelmente o melhor filme do 007 evah! Nele o James Bond quase morre, volta, tem que suar para conseguir voltar a ser o agente da M6 e o vilão é sensacional.

Esse filme novo funciona como um encerramento do ciclo e não é a toa que a sequência inicial passa na festa do dia dos mortos no México. Lá o James Bond está seguindo uma investigação inciada pela M antes dela kaput no Skyfall.

Claro que ele está fazendo tudo isso sem autorização do novo M (Ralph Fiennes) e também explode alguns milhões de libras no processo (haja helicópteros). Acontece que o James Bond, além de ser macho-que-é-macho, tem amigos (Q e Moneypenny) que o ajudam a desvendar o mistério do SPECTRE (que é uma organização dedicada a dominação mundial).

E voltaram aos vilões megalomaníacos que marcaram os filmes com o Sean Connery e Roger Moore. Esse é um filme cheio de auto referências e ajuda se você assistiu os outros filmes com o Daniel Craig e alguns dos mais antigos.

Gostei desse filme, a ação é ótima, James Bond sempre bem vestido e muito elegante (os looks dele no deserto e na neve são impecáveis), Daniel Craig corre como poucos na tela do cinema, tem os apetrechos tecnologicos, as piadinhas estão lá, gosto do M do Ralph Fiennes, o Q é divertido e adoro a Moneypenny. A Monica Bellucci faz uma participação pequena mas essencial e a bond girl da vez é a francesa Léa Seydoux (que deu conta do recado mas não é a Eva Green).



Duas coisas não curti. A música sonolenta do Sam Smith (nem com a sequência dos créditos melhorou) e o Christoph Waltz. Acho o Christoph Waltz chatérrimo, para mim ele só foi bem em Bastardos Inglórios. Nesse filme fiquei um pouco decepcionada de terem entregue a ele um vilão icônico do mundo Bond, mas ainda vale o ingresso do cinema.

A Tia Helô iria dizer uns 425 "Ai, Jesus!" especialmente para a sequencia cheia de caveiras no início e sem largar o martini.

Dizem que esse é o último filme do Daniel Craig como James Bond. Se for, acho um fim justo para o ciclo dele, que venha o próximo!

21.10.15

O futuro é hoje

Hoje é a data que o Marty McFly e Doc vão no futuro no segundo filme da trilogia de De Volta Para o Futuro. As redes sociais estão agitadas e cobertas com as coisas que o filme apresentou como futuristicas na época.

A viagem no tempo sempre atiça a imaginação da gente.

O primeiro filme é de 1985 e nesse o Marty volta no De Lorean para 1955 depois de um acontecimento no estacionamento do shopping com o Doc. Marty chega em 1955 e depois de algumas confusões tem que fazer com que seus pais comecem a namorar para depois casar e ter filhos. No fim do filme o Marty já voltou a 1985 mas aí o Doc aparece num carro voador e diz que eles tem que ir para o futuro porque os filhos do Marty estão em apuros.

Então no segundo filme (de 1989) eles vão para 21 de outubro de 2015. Hoje.

No futuro do filme Jaws 19 está passando no cinema (teria assistido todos!), existem hoverboards (quero!), jaquetas auto secantes, tenis que  encaixa no pé automaticamente, drones que levam os cachorros para passear, tv de tela plana, video conversas, mini pizza que hidratada fica enorme, máquina para hidratar a pizza, máquinas de fax ainda existem, pessoas estão mais interessadas nos seus eletrônicos do que interagir entre si e muitas outras coisas.

Entre erros e acertos, 2015 atual é bem melhor do que o do filme. A moda é menos ridícula, temos smartphones, a internet (para o bem e para o mal) e não temos carros voadores.

Carros. Voadores. Acho péssima idéia. Se as pessoas não sabem dirigir direito no chão imagina no ar. Acho que essa idéia habita o inconsciente coletivo desde os Jetsons. Eu não quero olhar para o céu num dia de sol e ver um engarrafamento.

No futuro sou mais a favor do teletransporte do que dos carros voadores. Muito mais eficiente.




17.10.15

Analisando a música: Toxic (Britney Spears)

Estava numa roda de amigos falando da Amy Winehouse e, de alguma forma, terminou numa disputa de quem era a melhor diva pop dos últimos anos.

Rolou um debate onde sobressaíram: Lady Gaga e seu talento enorme (ela compõe, toca instrumentos e suas músicas tem letras ótimas), Beyoncé com seu faro comercial e voz sensacional e a Britney Spears, que hoje não está nos holofotes mas já reinou absoluta.

(a Taylor Swift chegou a ser cogitada mas deixa para lá)

Numa rápida eleição (que coloquei no snapchat) venceu a Britney Spears. Meu voto foi da Lady Gaga (gosto daquela esquisitice) mas a Britney tem muitos hits ótimos e uma história mais dramática.

A Britney Spears começou a carreira ainda criança no Clube do Mickey (com outros famosos como Christina Aguilera e Justin Timberlake) e depois que cresceu um pouco começou uma carreira de cantora pop de sucesso. Primeiro hit foi "Baby One More Time" de 1999, seguido da ótima "Oops I Did It Again" em 2000 (levanta a mão aí quem sabe a coreografia _o/). Em 2003 ela lançou In The Zone, um album com músicas ótimas, incluindo a analisada da vez.

Ela estava no caminho para se tornar a herdeira da Madonna (fizeram "Me Against The Music" juntas e até se apresentaram juntas no MVA em 2003) mas aí ela entrou numa fase meio ruim que começou com o casamento relâmpago em Las Vegas e terminou com a cabeça raspada.

Como toda diva que se preze a Britney deu a volta por cima e em 2008 voltou com o hit "Womanizer". Ela voltou a fazer shows e até foi jurada do X-Factor.

Toxic é a música que deu a Britney seu Grammy. Foi escrita e produzida por uma dupla sueca Bloodshy and Avant (aka Christian Karlsson e Pontus Winnberg).

Um parenteses para comentar o talento dos suecos em produzir hits pop: desde bandas como ABBA, Ace of Base, Roxette, The Cardigans, Peter Bjorn & John e The Hives a produtores e compositores.

Vamos saber que tanta coisa tóxica é essa.

Baby can't you see
I'm calling
A guy like you should wear a warning
It's dangerous
I'm falling

Essa é a música da Britney Spears que mais gosto. É muito boa, é sexy e rende ótimas versões.
É uma música sobre uma mulher apaixonada cheia de desejo por um cara. Não diria que ele é um malandro mas deve ser delícia, acho que o grande perigo é se apaixonar, vamos analisar. Ela começa dizendo "Querido, você não está vendo que estou chamando?" e que um cara como ele deveria vir com aviso de PERIGO. Ela está se apaixonando.

There's no escape
I can't wait
I need a hit, baby give me it
You're dangerous
I'm loving it

Não tem jeito, ela já está viciada e precisa da sensação. "Você é perigoso e adoroooo!". Ui ui ui.

Too high, can't come down
Losing my head spinning round and round
Do you feel me now?

Está tão chapada na paixonite que nem consegue se acalmar. Hot hot hot. Aqui posso interpretar essa estrofe (e talvez a música inteira)como uma metáfora sexual (perdendo a cabeça, rodando, você me sente?). Vai nessa Britney!

With the taste of your lips
I'm on a ride
You're toxic, I'm slipping under
With a taste of a poison, I'm in paradise
I'm addicted to you
Don't you know that you're toxic?
And I love what you do
Don't you know that you're toxic?

O refrão ótimo! Com um beijo ela já está viajando, loka (beijo bom é assim). Um gostinho do veneno, ela está no paraíso e viciada. Ele é tóxico mas faz bem.

It's getting late to give you up
I took a sip from the devil's cup
Slowly it's taking over me

Agora já era, provou o veneno dos lábios, bebidinha do diabo, e está sendo dominada.

Too high can't come down
It's in the air, and it's all around
Can you feel me now?

With the taste of your lips
I'm on a ride
You're toxic, I'm slipping under
With a taste of a poison, I'm in paradise
I'm addicted to you
Don't you know that you're toxic?
And I love what you do
Don't you know that you're toxic?

E o refrão grude mais uma vez. Você sabia que você é tóxico? Sim ou com certeza?

Intoxicate me now
With your loving now
I think I'm ready now

No fim ela já está pronta para ser 100% intoxicada. Yes, please! 


No video a Britney é uma comissária hard core e depois uma espiã.




Gosto muito dessa versão rock do Hard Fi.

E a versão do Glee também é boa.

A versão da Melanie Martinez é ok, mas acho que falta um pouco do tóxico que a música sugere.

8.10.15

+ Filmes

Perdido em Marte (The Martian)

Uma missão da NASA em Marte é abortada quando chega uma tempestade forte e um dos astronautas é atingido por um detrito enorme, os outros acham que ele morreu e vão embora.

Depois da tempestade Mark Watney (o tal astronauta) acorda e se vê sozinho em Marte. Ele faz os cálculos de quanto tempo vai durar a comida, água e oxigênio e vê que a probabilidade de sobrevivência não é favorável. Pior ainda quando ele sabe que provavelmente só vão conseguir resgatá-lo na próxima missão que deve levar uns 4 anos para chegar.

Acontece que o Mark se vira nos 30 com louvor e até consegue se comunicar com a NASA.

Gostei desse filme, o Matt Damon faz um Mark leve, divertido que apesar da situação consegue ver uma luzinha no fim do longo túnel. Todos os outros também estão bem, a Jessica Chastain faz uma comandante com muita certeza das decisões que toma, girl power. E é dirigido pelo Ridley Scott.

A trilha sonora é ótima!

Só uma coisa: e esse título sessão da tarde em português?? Porque perdido ele não está né? Ele sabe onde está e a NASA sabe onde ele está.

A Tia Helô diria 426 "Ai, Jesus!" para a Mark e sua plantação de batatas.


A Travessia (The Walk)

Um filme sobre o francês que andou na corda bamba entre as duas torres do World Trade Center em 1974.

Confesso que não sabia que ele tinha feito tudo ilegalmente e que a façanha teve um planejamento digno daqueles filmes de roubo, ver isso foi interessante. O filme é bem feito, o 3D funciona muito bem especialmente na parte da travessia de fato.

O Philippe Petit é um cara que fez uma coisa incrível, mas é um personagem chato. Por isso e pela narração didática o filme não é melhor. Também tem a coisa dele falar o tempo todo que precisam falar inglês para ele praticar (e olha que achei o francês do Joseph Gordon-Levitt super aceitável, mas não falo francês fluente).

A travessia entre as duas torres vale muito o ingresso. Se tiver no IMAX melhor ainda.

A Tia Helo diria 325 "Ai, Jesus!" acrescentados por 268 "Meu filho desce daí!!".

25.9.15

Momento TOC: 10 anos do blog!

Hoje o blog faz 10 anos! DEZ!

Para comemorar decidi fazer um momento TOC do blog atualizando o que fiz em 2007 quando o blog ainda era um bebê.

- O blog começou como coletivo com as amigas Malu (Luizinha) e Sue, que são as verdadeiras sobrinhas da Tia Helo, mas, depois de 2007, me empolguei mais do que elas, passei a escrever sozinha e o blog acabou se tornando meu, com minhas coisas (filmes, músicas, viagens, etc). Malu e Sue sempre que quiserem postar algo tem espaço aqui.

- A Tia Helô existiu sim, eu não tenho a imaginação tão fértil assim para inventar uma personagem tão rica. Não sou sobrinha dela mas a conhecia de tanto frequentar a casa das minhas amigas (somos amigas há muitos anos). Ela era viva quando começamos esse blog e faleceu em 2006. O início do blog tem mais histórias dela. Ela sempre aparece para dar a cotação dos filmes e o Momento TOC é inspirado nela.

- A cotação dos filmes tem um pouco de sentido, mas é aleatório. A Tia Helo falava muito "Ai, Jesus!" (ela era beata de carteirinha) então eu coloco quantos "Ai, Jesus!" ela falaria durante o filme dependendo das cenas, o que não tem nada a ver com a qualidade do filme. As vezes filmes bons tem poucos "Ai, Jesus!" (como A Rainha que só tem 5) e as vezes filmes péssimos também tem poucos (como Amanhecer parte 1 que só tem UM "Ai, Jesus!"). O filme que tem mais "Ai, Jesus!" é o Django Unchained com 835, seguido de Lobo de Wall Street com 817 (muito palavrão!), Mad Max Fury Road com 815 e Magic Mike XXL com 813 (esse são todos pelos movimentos pélvicos doo Channing Tatum). A média é entre 200 e 600.

- O tema com mais posts é Viagens com 244 posts, mas cada lugar tem seu marcador.

- O tema mais popular do blog nos últimos 2 anos é o Analisando a música. São posts que acho divertido de fazer, até pensei em criar um Tumblr só para isso mas deixei aqui mesmo.

- O post de música mais acessado até hoje é o de Take Me To Church do Hozier com mais de 12 mil acessos (para esse blog escondido é muito!), seguida de Need You Tonight do INXS e Bizarre Love Triangle do New Order.

- Aliás, o analisando a música de Take Me To Church é o post mais acessado de todos até hoje. Seguido pelo Momento transporte público: Los Angeles.

- E Take Me To Church também é o post com o maior número de comentários: 27. (gente, como essa música rendeu)

- Tento fazer uma média de 6 posts por mês mas quando viajo ou quando tem Copa do Mundo, ou Olimpíada, escrevo mais. O mês com mais posts (24) foi junho de 2010 que teve Copa do Mundo.

- O que mais traz pessoas ao blog pelo Google é Wuthering Heights, O Morro dos Ventos Uivantes, tanto o para saber sobre a música quanto o resumo do livro e também sobre a cidade das Brontë.

- O post que mais rende e-mails para eu responder é o Momento transporte público de Los Angeles seguido do Nas estradas da Costa Rica.

- Mantive o layout original por tanto tempo que agora é vintage e não vou mudar. O desenho do header foi feito pela Sue, eu sou a anjinha (claro), a Malu é a diabinha.

- Nunca achei que manteria um blog por tanto tempo, mas acho ótimo para me lembrar de muitas coisas que vi e fiz, especialmente nas viagens.

- Esse é o post número 1111.


Agora vamos comer um bolo de chocolate e comemorar!

12.9.15

+Séries

Algumas novas e outras antigas.

Hannibal - a minha série preferida dos últimos tempos acabou. Eu estava esperando conhecer a versão do Bryan Fuller para a Clarice, mas quem sabem fazem um filme. Essa foi uma das séries mais visualmente incríveis que já vi e uma das mais macabras. O Hannibal do Mads Mikkelsen é nota 10, até esqueci do Anthony Hopkins. A química dele com o Will Graham na série é especial. Nessa última temporada conhecemos o Dragão Vermelho um serial killer problemático mas forte e metódico. O Richard Armitage foi espetacular no papel do Dragão (e olha que o Ralph Fiennes já fez esse papel), pena que foi só da metade da temporada para o fim. Terei saudades da dupla dinâmica Will e Hanny.

True Detective 2 - a segunda temporada foi mais irregular do que a primeira e com tantos atores era difícil acompanhar a trama. No fim gostei, o Colin Farrel está ótimo no papel do policial meio corrupto e bebum. (mas a primeira temporada ainda é melhor)

Halt and Catch Fire - série sobre o pessoal de TI na década de 1980. A segunda temporada foi excelente e girl power total, mostrou como algumas pessoas tentam mudar - algumas conseguem e outras não. Tem uma das melhores trilhas sonoras.

Mr. Robot - uma série sobre hackers que querem melhorar o mundo (ou não), com uma pitada de Clube da Luta meets Dexter. É muito boa. Confesso que alguns episódios terminavam e eu não entendia nada, mas depois entendi. Ufa! E tem uns personagens bem bizarros (adoro).

UnReal - comecei a ver essa série achando que ia ser muito ruim, mas foi uma das melhores estréias da temporada. É sobre a produção de um reality show estilo The Bachelor que mostra um nivel altíssimo de manipulação de pessoas. Chega a ser uma aula. Já quero ver a segunda temporada.

Narcos - série da Netflix sobre o traficante Pablo Escobar, dirigida pelo José Padilha com o Wagner Moura no papel do Pablo. É muito boa! É bem feita, bem filmada e mantém o interesse até o fim. Os episódios são narrados pelo policial americano Murphy que foi morar na Colombia para tentar pegar o Pablo Escobar e sua trupe. Meu personagem favorito é o Peña, parceiro do Murphy que é feito pelo Pedro Pascal (o querido Oberyn de Game of Thrones), por vários motivos.
O Wagner Moura está excelente no papel do Pablo Escobar. Alguns reclamaram do sotaque dele, mas como não sou nativa da língua espanhola gostei porque entendia tudo que ele falava.
Passei os episódios todos tentando visualizar o tanto de gente que usa cocaína no mundo para o Pablo Escobar exportar a quantidade de toneladas diárias e ficar rico daquele jeito.
Vai ter segunda temporada.

10.9.15

+Filmes

O Agente da U.N.C.L.E.

Um filme baseado numa série de tv dos anos 1960 que fez muito sucesso. A história é sobre dois agentes, um americano e um russo, que se unem contra um terceiro vilão que quer criar uma bomba atômica. Tudo isso nos tempos da guerra fria, claro.

O filme é bonito, chique, bem feito, cheio de estilo. Os agentes são: Henry Cavill (o Superman, pausa para alguns suspiros) fazendo o americano Napoleon Solo e o Armie Hammer (lin-do e mais suspiros) faz o russo Illya. Eles se juntam a Alicia Vikander que faz uma alemã que é intimidada a ajudá-los. Tem ação, tem uma trilha sonora muito boa e é tanta gente bonita na tela que nem percebi a participação especial do David Beckham.

Gostei do filme, dei algumas risadas, mas confesso que esperava mais humor ácido. O Henry Cavill é lindão, faz um sotaque americano digno mas ele tem muita cara de bonzinho para fazer um mulherengo e algumas piadinhas dele não me convenceram (não estou reclamando, só uma observação, ele sempre vale a pena na tela do cinema). O Armie Hammer fez um russo ótimo e a química entre os dois é muito boa.

Vai ter continuação? Espero que sim.

A Tia Helo ia gostar desse filme, boa parte passa em Roma e estão sempre todos bem vestidos. 41 "Ai, Jesus!" para aqueles olhos azuis do Henry.


Trainwreck (Descompensada)

Queria dizer que descompensado é esse título em português. Ok, moving on.

A Amy Schumer é a comediante do momento nos EUA. Ela tem um programa na tv que faz sucesso, ela realmente sabe fazer comédia e ainda cutucar algumas feridas. Amy escreveu o roteiro desse filme que foi dirigido pelo Judd Apatow que, entre outros, dirigiu o Virgem de 40 anos, que acho hilário.

Amy faz uma mulher nos seus 20 e muitos (ou 30 e poucos) anos que vive la vida loka. Seu pai ensinou que monogamia era para os fracos e ela leva isso ao pé da letra. Ela trabalha numa revista masculina com artigos esquisitos (sua chefe é a ótima Tilda Swinton) e vai fazer uma reportagem com um médico de atletas. O médico é um fofo e ela acaba gostando dele. Oh, no!

Tem um bocado de participação especial de atletas (LeBron James) e alguns fixos do Saturday Night Live.

Tem momentos engraçados e a Amy não tem vergonha de nada.

A Tia Helô diria 319 "Ai, Jesus!" para a vida ativa da Amy.




7.9.15

+Filmes

Ricki and The Flash

A gente já sabe que a Meryl Streep pode fazer tudo, até o Batman se ela quiser. Nesse filme ela é Ricki, uma senhora roqueira que toca com sua banda em bares (pequenos) nos burbs de Los Angeles. Como nem tudo na vida é glamour ela também trabalha de caixa num supermercado e mora num cafofo (mas namora o guitarrista da banda - win!).

Um dia ela recebe uma ligação do seu ex-marido dizendo que a filha está em depressão porque foi abandonada pelo marido. Ricki, que também é conhecida como Linda, vai ver a filha e descobrimos que ela em certa altura do passado abandonou o marido e os 3 filhos para viver o sonho do rock n' roll.

É um drama familiar sem ser muito drama e com boas músicas (a Meryl canta e toca guitarra, nada de lip sync). Gostei, achei divertido, mas tem o casamento mais esquisito que vi em telas do cinema.

A Tia Helô ia curtir a Ricki, se ela cantar Queen então... 27 "Ai, Jesus!" para Ricki and The Flash.


Far From The Madding Crowd (Longe deste insensato mundo)

Esse filme é baseado em um clássico da literatura inglesa de mesmo nome escrito por Thomas Hardy. A história é sobre Bathsheba Everdene uma moça independente que no início está trabalhando na fazenda da tia e conhece Gabriel Oak (lindão). Naquela época não tinha essa coisa de namoro e os caras simplesmente viam a moça e PAH "Quer casar comigo? Tenho x acres de terra e 2x carneiros.", mas Bathsheba não caía fácil nessa e recusou, queria ser livre.

Um tempo depois ela recebe uma fazenda de herança do tio e Gabriel perdeu tudo. Eles se encontram depois de um fogo na fazenda dela que Gabriel ajudou apagar (sem saber que era dela) e acaba trabalhando de pastor na fazenda. Gabriel se torna uma espécie de amigo confidente da Bathsheba.

Bathsheba é esperta, consegue fazer a fazenda render, trabalha muito, é exemplo para seus empregados e consegue se enfiar no duro mundo masculino de vender grãos. Lá ela conhece seu vizinho, Sr. Boldwood (coroa interessante), que depois se apaixona por ela e usa o mesmo truque de pedir em casamento sem namoro (e ele tem muito mais terras e dinheiro que o primeiro). Acontece que aí aparece o Sargento Troy (quem não curte uma farda?) e temos 3 homens interessados na Bathsheba.

Gostei desse filme, não li o livro mas fiquei com vontade.

A Tia Helo ia gostar da Bathsheba e mais ainda do Gabriel Oak. 17 "Ai, Jesus!" para o mundo insensato do título em português.


Child 44 (Crimes Ocultos)

Li esse livro em 2012 antes de ir a Russia. A história é sobre Leo, um policial de Moscou na época do Stalin, que começa investigar assassinato de um menino que era filho de seu amigo. O Stalin dizia que assassinato era coisa de capitalista: "não existem assassinos no paraíso." (na USSR só morriam de causas naturais. SQN), o Leo perde privilégios e é mandado para be longe da capital para servir na milicia. Acontece que onde ele está começa aparecer corpos de meninos mortos da mesma maneira que os de Moscou. Temos um serial killer comunista.

Além dessa história principal o livro também narra o medo que as pessoas tinham da MGB (a pré-KGB), as mordomias e privilégios que alguns oficias tinham (apartamentos só para uma família) e algumas relações pessoais (a esposa do Leo casa com ele por puro medo). É um livro muito bom.

O filme é até fiel ao livro, é lento, mas deixa muitos detalhes sobre o assassino de fora e muito corrido no final. Duas coisas me incomodaram: 1) porque os atores falam em inglês com sotaque russo? Sabemos que se passa na USSR e que estão todos falando russo então seria bem melhor se eles falassem inglês normal. 2) Gosto muito do Tom Hardy mas a atuação dele nesse filme é muito caricata.

A Tia Helô diria uns 289 "Ai, Jesus!" para o sotaque safado do Tom Hardy.



3.9.15

Vôlei de Praia - evento teste da Olimpiada

Depois do Triathlon teve o evento teste do Remo, da Maratona Aquática, da Vela e agora do Vôlei de Praia.


Se tem um esporte que eu conheço bem é o Vôlei de Praia, tanto do jogo como os atletas. Por um bom tempo acompanhei o circuito mundial e o nacional. Nos últimos anos não acompanhei tão de perto mas as coisas não mudaram tanto assim.

Nesse fim de semana acontece o evento teste para Olimpíada, e etapa do campeonato mundial, aqui na praia de Copacabana e hoje fui ver alguns jogos.

Sei que para Olimpíada a arena é diferente porque todos os jogos são na mesma quadra enquanto que nesse campeonato existem 4 quadras fora a principal. É assim porque as etapas do mundial acontecem em 4 dias e na Olimpíada é no decorrer dos 15 dias de evento.



Outra diferença é que na Olimpíada todos os lugares de espectadores são pagos, o preço varia de acordo com a proximidade da quadra, então ou estão todos cobertos ou no sol (espero que tenha cobertura). E com ingresso pago tem que ter banheiro e lugar para comprar comida.

Na etapa do mundial só a área dos VIPs tem cobertura, o resto do público, que entra de graça, fica torrando no sol (ou se molhando na chuva).

Uma coisa boa é que tanto esse evento teste quanto a Olimpiada terão jogos noturnos, é muito mais agradável.

Preciso reclamar do que a organização do evento acha que é entreter o público. Há uns 5 ou 6 anos decidiram que seria uma boa idéia colocar um DJ tocando música durante o jogo. Não é. Se tocasse música durante o time out, ou entre sets, tudo bem. Acontece que toca música toda vez que a bola cai no chão, ou seja, você escuta fragmentos de músicas. Tira atenção do jogo. É. Chato. Demais.

Já frequentei muito esses torneios, de ficar o dia inteiro vendo jogo, mas hoje só consigo ficar nas quadras de fora (não tem música) e no máximo um jogo (se for muito bom) na quadra principal. Espero que nas Olimpíadas desistam dessa confusão musical, ninguém merece.

Larissa/Talita e Allison/Bruno Schmidt já estão classificados para os Jogos Olímpicos do Rio. As outras duas vagas (uma feminina e uma masculina) fica a critério da CBV que pode escolher qualquer dupla com pontos suficientes no ranking da FIVB, mas acredito (e acho mais justo) que vão indicar as duplas com maior número de pontos.


16.8.15

Parque da Cidade e Instituto Moreira Salles

A ultima vez que estive no parque da cidade eu ainda estudava na Escola Americana que era na Gávea (hoje é na Barra), ou seja, a long, long time ago. Então decidi pegar a bicicleta e me aventurar até lá.



Aviso: se alguém decidir ir de bicicleta aconselho usar uma que tenha mais do que 3 marchas, porque a minha só tem isso e a marcha leve não foi suficiente para encarar a Marques de São Vicente mais a Santa Martinha (rua do Parque da Cidade) até o fim.

Empurrei a bicicleta até chegar lá, mas a volta foi uma delícia, vento na cara!

chegou empurrada.


O Parque da Cidade era a propriedade rural (de verão) do Marquês da São Vicente, e é um parque muito bonito. O casarão do Marquês está lá, e é o Museu Histórico da Cidade, mas está em reforma (até não sei quando). O parque tem caminhos pavimentados e algumas trilhas. Fui até o centro de visitantes buscar mais informações mas estava fechado (sábado de manhã). O parque é grande, cheio de subidas e relativamente vazio.

centro de visitantes.

Para chegar até lá (além de empurrar a bicicleta): de carro é só seguir a Marques de São Vicente e dobrar na Santa Martinha que termina no parque (tem estacionamento). De ônibus tem que descer no ponto da Marques de São Vicente mais perto da Santa Martinha e seguir a pé (do Leme o 539 deixa quase na porta). A Santa Martinha passa no meio de uma comunidade mas é tranquilo.


O Instituto Moreira Salles fica um pouco antes de chegar no Parque da Cidade (ainda na Marques de São Vicente) e é um centro cultural muito bom e bonito.



Na descida do parque parei lá para comer (o restaurante é bom) e ver as exposições do momento.

Uma era Rio Primeiras Poses e tinha fotos da cidade do fim do século 19 e início do século 20. Fotos maravilhosas de Marc Ferrez, Augusto Malta e outros fotógrafos da época que acompanharam o crescimento da cidade através das lentes. Inclusive tem duas cameras que só pensei na dificuldade de carregar aquilo nas costas até o topo dos morros para conseguir algumas panorâmicas.

painel do burle marx no instituto


A outra exposição era da fotógrafa Claudia Andujar e muitas fotos boas de cenas urbanas, especialmente uma sequencia de familias que ela fez na década de 1960 (numa fazenda da Bahia, em São Paulo, no interior de Minas e uma comunidade de pescadores).

14.8.15

+ Filmes

Missão Impossível 5 - Nação Secreta

Esse filme é divertidíssimo. Tem muita ação! Do jeito que o Tom Cruise se dedica, as cenas difíceis ficam incríveis.

Todo mundo já viu a cena do avião né? Um beijo James Bond!

Tom Cruise sempre vale o ingresso. Fato.

No filme alguns ex-agentes de varias siglas (MI6, Mossad, etc) formam um tal de Sindicato que está tocando o terror em algumas partes do mundo (matam pessoas importantes para gerar intriga). O Ethan Hunt decide caçar o chefe do Sindicato, daí pisa no acelerador e não alivia mais.

Gostei desse filme, aliás gosto de todos da série.

A Tia Helo ia dizer uns 371 "Ai, Jesus!" para tantas curvas na estrada do Marrocos.


Magic Mike XXL

O primeiro Magic Mike é um filme sobre um stripper que queria vencer fora da vida de rebolar para mulheres. Tem uma trilha sonora ótima, tem o Matthew McConaughey num papel engraçado, um bocado de shirtless para lá de digno, mas tem também seus momentos pseudo-filosoficos que merecem algumas revirada de olhos.

Já esse segundo filme não tem o Matthew MacConaughey, mas é pura diversão. Os caras se juntaram para uma última apresentação numa convenção de strippers (sim, existe) e vão num road trip cheio de aventuras até chegar no destino final.

É um filme sobre um grupo de amigos, um buddy movie, onde os caras por acaso são strippers.

Confesso que tenho um pouco de vergonha alheia dessas danças, acho tudo muito exagerado, mas é risada garantida. O Joe Manganiello faz a melhor cena do filme e vai ser difícil escutar "I Want It That Way" sem lembrar de garrafas d'água sendo abertas.

Só não gostei de duas coisas: o tal do Tarzan é péssimo, só não acaba com o grupo porque os outros são ótimos, e a trilha sonora desse filme não é tão boa.

A Tia Helo ia assistir esse filme com as mãos sobre os olhos mas com uma fresta entre os dedos. 813 "Ai, Jesus!" para os movimentos pélvicos do Channing Tatum e cia.




2.8.15

Triathlon - evento teste da olimpíada

A Olimpíada é daqui um ano então os eventos teste já começaram. Nesse fim de semana Copacabana praticamente fechou (especialmente a Av. Atlantica) para as provas do triathlon.

Em geral achei tudo muito organizado, fecharam ruas, colocaram grades de proteção, organizaram os pontos de travessia de pedestres e correu tudo bem.

O evento tinha dois narradores: um australiano e um brasileiro. O australiano era ótimo, explicava muito bem as provas, conhecia os atletas (inclusive os paratletas) e você se sentia por dentro de tudo. Já o narrador brasileiro era simpático mas se limitava a traduzir o que o australiano falava com algumas (muitas) palavras a menos. Depois descobri que o narrador australiano era o Greg Welch, nada mais, nada menos, do que um dos melhores triatletas de todos os tempos.



No sábado foi a vez dos paratletas que fizeram bonito na orla e tiveram muito apoio das pessoas que estavam assistindo. A prova do paratriathlon é demorada, são muitas categorias, basta dizer que passei por lá as 9 da manhã e vi a largada de uma das categorias na natação e quando passei outra vez as 3 da tarde outra categoria estava fazendo a corrida.



No domingo foi a vez da elite do esporte. As mulheres largaram a natação as 9 da manhã e terminou com a vitória da americana Gwen Jorgensen 1 hora e 58 minutos depois. Ela e a britânica estavam disputando lado a lado na corrida. A Pamela Oliveira do Brasil chegou em 15º.



Os homens largaram as 12:30, sorte deles que o inverno carioca está ameno e estava fresquinho. O espanhol Javier Gomez só não saiu em primeiro da água, mas no cilcismo ele se manteve no pelotão da frente e na corria deixou todo mundo para trás. Terminou com 1 hora e 48 minutos. O brasileiro mais bem colocado, Danilo Pimentel, chegou em 32º.



Acho que como torcida temos que melhorar. A maioria era educada, aplaudia e incentivava os atletas, mas ainda tem uma minoria mal educada que incomoda bastante.

18.7.15

Enquanto isso em Toronto...

O Pan Americano começou semana passada em Toronto. É uma competição que faz um aquecimento para as olimpíadas, pelo menos para o pessoal aqui das Américas.

A abertura foi boa, nada de especial, como não sou fã do Cirque du Soleil só curti mesmo a parte do nativo canadense dançando. Então vamos ao que aconteceu nessa primeira semana.

Começou com os saltos ornamentais que é sempre bonito, até quando erram. As brasileiras ganharam uma medalha de prata no salto sincronizado.

Depois foi a ginástica artística. O Brasil veio com o time A, inclusive com o Artur Zanetti e a eterna Daniele Hypolito, mas quem fez sucesso mesmo foi a Flávia que levou medalha de bronze no individual geral e com o grupo. Gostei de ver que o time masculino que era quase inexistente há alguns anos melhorou muito. Claro que o Zanetti ficou com o ouro das argolas, ele lacra esse aparelho.



O Judô como sempre distribui medalhas. A canoagem fez a parte dela e também teve um bocado de medalhas.

A tv não mostrou o Marcel Sturmer ganhando a medalha de ouro na patinação artística, mas eu gostaria de ter visto.

O time importado de polo aquático ficou com o bronze.

Meu amigo Julio Almeida ganhou ouro no tiro. Well done!

A natação foi uma festa de medalhas e gostei muito de ver que tem uma nova geração vindo aí, inclusive com mais mulheres e com chances reais nas Olimpíadas. Finalmente.

etiene medeiros

(um parenteses para os árbitros da natação: que confusão.)

O Pan Americano não é um termômetro para a Olimpíada já que os times e competidores mais fortes geralmente não participam porque os mundiais que valem vaga no Rio 2016 estão todos acontecendo simultaneamente (os EUA mandam para Toronto a equipe C da natação e da ginástica, o Brasil mandou do time B do vôlei de quadra, e no vôlei de praia não foi a dupla mais forte, etc), mas vale a pena acompanhar.

Ainda tem uma semana: tem atletismo e a vela deve trazer um bocado de medalhas.

17.7.15

+ Filmes

Homem-Formiga

Então temos mais um filme da Marvel para adicionar as peças de quebra-cabeças que vão formar algum tipo de filme com a reunião de todos os super heróis no futuro.

Quem é o Homem-Formiga?? Confesso que eu também não sabia do que se tratava e pelo nome não pode ser um herói tão importante assim né? Mas parece que me enganei.

É um filme comédia sobre roubo que tem um herói, muitas referências aos Vingadores e outros heróis da Marvel (inclusive a querida Agent Carter). O Michael Douglas faz o Dr. Hank Pym um cientista que inventou uma espécie de uniforme com uma substância que faz com que seu usuário diminua de tamanho. Acontece que, como sempre, querem usar essas descobertas para o mal (leia-se uso militar) e o Dr. Pym decidiu esconder seu traje e sua fórmula secreta.

O Paul Rudd (todos querem ser amigos dele) faz o Scott Lang, um ladrão com mestrado em engenharia elétrica que acabou de sair da prisão e não consegue um emprego. Uma oportunidade é oferecida ao Scott por seu amigo, o hilário Luis (Michael Peña no melhor papel evah), para roubarem um cofre da casa de um coroa....que vem a ser o Dr. Pym.

E o que o Scott encontra no cofre? Ta-dá! O traje mágico.

Daí apra frente o Scott se une ao Dr. Pym e a filha dele (a Kate de Lost) para impedir que um outro cientista loka consiga reproduzir a fórmula que encolhe gente.

O filme é muito divertido! O Paul Rudd acertou com o espertalhão cheio de carisma que é o Scott Lang e até o vilão é bom.

E claro que tem 2 cenas pós-créditos. Sim, tem que esperar todas as letrinhas passarem e vale a pena.

A Tia Helô ia ficar horrorizada com esse negócio de falar com formigas. 293 "Ai, Jesus!" para o Homem Formiga.


What We Do In The Shadows

Esse filme é um documentário falso (mockumentary) sobre um grupo de vampiros que dividem uma casa em Wellington, Nova Zelândia.

É do mesmo pessoal de Flight of The Conchords, inclusive o Jemaine Clement faz um dos vampiros (o ótimo Vladislav), ou seja, risadas garantidas.

Os quatro vampiros: Vladislav, Viago, Deacon e Petyr vivem juntos e tem que dividir as tarefas de casa (menos o Petyr que tem 8000 anos e não se dá ao trabalho de nada) que decidem em reuniões na mesa da cozinha. Eles saem na noite neo zelandesa tentando ser convidados a entrar nos night clubs (são vampiros né).

(Deve ser difícil para vampiros viverem na noite da Nova Zelândia, tudo lá fecha cedo, tem lugar que fecha na hora que os vampiros devem acordar.)

O Deacon tem uma seguidora que limpa a casa (mal) e arranja pessoas para eles matarem. Nesse meio tempo aparece o Nick que consegue fugir mas o Petyr o transforma em vampiro, então temos um vampiro novo na área.

Nick traz seu amigo Stu, um fofo que todos adoram e concordam em não matá-lo e mantê-lo humano.

E aí eles continuam mostrando suas vidas para os documentaristas até chegar o dia da grande festa dos vampiros, bruxas e zumbis.

É um nonsense ótimo! Dei muita risada.

Nem preciso dizer que a Tia Helo iria assistir esse filme com um crucifixo na mão e alho na boca. 729 "Ai, Jesus!" para os vampiros.


4.7.15

Analisando a música: Tompkins Square Park (Mumford & Sons)

Semana passada o iPod mandou uma música no meio da caminhada e curti demais. Como meu iPod está com um pequeno defeito (só liga na tomada e depois que a tela escurece a música continua tocando mas não vejo nada) não sabia de quem era. Tentei um na na na, la la la, no Soundhound mas não deu certo.

(Como já disse aqui uma vez eu coloco músicas no iPod para escutar depois e acabo esquecendo até o modo shuffle me lembrar que existem)

Hoje tocou outra vez quando estava pulando corda e consegui lembrar um pedaço da letra. Ufa! Fui pesquisar e era Tompkins Square Park do Mumford & Sons.

Como assim não reconheci uma música do Mumford & Sons? Eles tem um som tão característico (um folk indie) e o vocalista tem uma voz bem reconhecível. Inclusive já analisei uma música deles aqui no bog: Roll Away Your Stone.

Em 2012 eles lançaram o segundo album, Babel, e foi um sucesso, ganhou grammy e tudo. O album é muito bom mesmo.

Aí acho que eles decidiram experimentar e saíram da zona de conforto, abandonaram os banjos, o contra-baixo acústico, pegaram guitarras e foram numa direção mais indie urbana e lançaram em maio desse ano o Wilder Mind. Acho ótimo quando bandas experimentam outros sons, pode dar certo ou não mas é sempre interessante.

As músicas de trabalho do album são Believe e Wolf (o album é muito bom), mas Tompkins Square Park é a minha preferida.

Nunca ia adivinhar que uma música com uma batida metrônomica e riff de guitarra seria deles. Exatamente por isso Tompkins Square Park é ótima para uma corridinha, pular corda e andar balançando a cabeça.

E o que diz a letra? Vamos analisar.

Tompkins Square Park fica no East Village em NYC. É um parque local do bairro. Não fui lá da última vez que estive em NYC, mas na próxima irei. A banda gravou esse album no Brooklyn e acho que vendaram os olhos, apontaram para um mapa da cidade, o dedinho caiu no Tompkins Square Park e colocaram na letra. Antes da renovação do bairro parece que esse lugar era dos beatnicks, alguns homeless, e foi palco de revoltas, mas agora é onde os hipsters levam seus cachorros para passear.

Parece que essa foi uma das últimas músicas a ser incluída no album mas é a de abertura.

Oh Babe, meet me in Tompkins Square Park
I wanna hold you in the dark
One last time
Just one last time

Acho que temos uma letra sobre fim de relacionamento, um assunto que rende ótimas músicas. Todos adoram uma boa dor de cotovelo.
Então ele começa chamando a Babe (que pode ser carinhoso ou genérico, você escolhe) para um encontro no parque e diz que quer abraçá-la no escuro (oi? medinho.) Uma última vez. Amigo, tem que ser no escuro? Depois que o parque fecha?
Mas vou usar minha veia romântica e dizer que é um encontro arriscado, cheio de emoção. Talvez o parque seja um lugar com algum significado para eles. Ou como disse o Arctic Monkeys "as noites foram feitas para falar coisas que não consegue dizer no dia seguinte".

And oh, babe, can you tell what's on my tongue?
Can you guess that I'll be gone?
With the twilight
With the twilight

Aí ele pergunta: "você sabe o que vou dizer?" e emenda com um "você adivinha que vou embora?" Ou seja, ele vai dar um fora nela, mas não antes do crepúsculo. Vamos ver se entendi: esse relacionamento está capenga mas ele quer tirar uma casquinha antes do fim?

But no flame burns forever, oh no
You and I both know this all too well
And most don't even last the night
No they don't, they say they don't

"Nenhuma chama arde para sempre, nós sabemos disso, e algumas não duram mais do que uma noite." Acho que ambos estão acostumados a relacionamentos modernos, de one night stands, e dispostos a deixar essa chama apagar. Os outros dizem que não acreditam (ou não conhecem) um amor/paixão que dure mais do que uma noite.

Oh, babe, I've never been so lost
I wanna hear you lie
One last time
Just one last time

Ele diz que nunca esteve tão perdido. Será que se apaixonou e não está sabendo lidar com isso? Quem nunca? "Quero escutar você mentir uma última vez", que mentira é essa? Talvez ela tenha dito a ele que o ama, ele não acredita, mas quer escutar mais uma vez. Ou quer que ela diga que vai ficar com ele uma última vez. (Como diz o Hozier, "vou te adorar como um cachorro no santuário das suas mentiras")

But, oh babe, I really wish you would not cry
I only ever told you one lie
When it could have been a thousand
It might as well have been a thousand

Mas ele também mentiu, e pelo jeito não foi pouca coisa já que mil mentiras poderiam substituir. Dr. House já dizia: "Everybody lies."

But no flame burns forever, oh no
You and I both know this all too well
And most don't even last the night
No they don't, they say they don't

E a chama apagando...

And we can talk it round again girl
Round and round, round and round again
Or we could leave it all tonight
Leave it all just leave it all

Ele sugere que podem ficar num eterno loop nessa DR ou deixar para lá e aproveitar a noite. Ou deixar para lá para sempre. Acho que ele não quer acabar esse namoro/fica/amizade colorida/whatever.

I never tried to trick you babe
I just tried to work it out
But I was swallowed up by doubt
If only things were black and white
'Cause I just want to hold you tight
Without holding back my mind
Without holding back my mind

Ele diz que nunca quis enganá-la, que tentou tudo para que a relação funcionasse mas que foi consumido pela dúvida. Uma geração de pessoas inseguras. "Gostaria que as coisas fossem preto e branco." Assim seria mais fácil mesmo, mas a área cinza é grande. Relacionamentos são complicados. Ele só quer abraçá-la forte sem ter que que pensar muito (sem ter que segurar o que sente). No escuro do parque.

But no flame burns forever, oh no
You and I both know this all too well
And most don't even last the night
No they don't, they say they don't

Ai, gente, não deixa a chama apagar, já que começou o fogo coloca uma lenha aí para manter a chama acesa.


Acho essa banda muito simpática.